Sexta-feira, Dezembro 21, 2007
[sempre]
insistia na história de mudar
de espaço
tempo
e lugar
e na vontade de ser outro
logo já
resolveu cortar a franja
com tesoura escolar
[onde?]
you tell me that you love me
you tell me that you care
but when I need you
baby, you are never there
Sharon Eve
Terça-feira, Dezembro 18, 2007
[mr postman]
Sharon Eve
Segunda-feira, Dezembro 17, 2007
[questionário]
Sharon Eve
Quinta-feira, Dezembro 13, 2007
a sensação de alguma coisa é quase tão boa quanto a coisa em si.
Sharon Eve
Quarta-feira, Dezembro 12, 2007
n.a.: epifania
Sharon Eve
Terça-feira, Dezembro 11, 2007
o corpo cansado não impede a passagem do sangue necessário pra novos ciclos que movem a máquina.
Sharon Eve
Sexta-feira, Dezembro 07, 2007
olha mais de perto! não dá pra notar como as solas estão gastas? é... percorrer esse caminho deu trabalho. esses mundos imagéticos-fantasiosos que criei são cheios de estradas enooormes, recheadas de curvas sinuosas e nenhuma placa de advertência.
chegou uma carta pra você.
ler seu nome foi como escutar música doce de um piano bem afinado numa manhã de domingo.
e assim acontece a presença pela ausência...
viver é morrer ao contrário?
morrer é viver ao contrário?
a morte é o fim?
nascer é o começo?
e você? já viu círculo com pontas?
vive melhor quem esquece que vai morrer?
morre depressa aquilo que começa a esquecer?
quando é hora de morrer?
quando não há mais mistério...
pra quê viver?
e as possibilidades à frente me encantam!
escorre quente e viçoso por entre as pernas deixando tudo latente e dentro da hipérbole.
a precisão do toque vem de uma vontade nunca satisfeita.
de uma busca infindável daquilo que sempre se quer mais.
e o sangue não pára, ultrapassa, sai.
ganha vida, lembra morte.
conta segredo que vira notícia, que esperrama negra sobre a folha de papel.
absorve.
vaza.
letras caem no chão e assim fazem som ecoando no salão.
silêncio.
me toca.
me trai.
me deixa.
cala.
porque só, o caminho é mais seguro.
então acho que o melhor mesmo é ir descalça. fincar os pés na terra que é pra sentir o vento forte dessa chuva que agora pinga sem medo de ser arrastada. dos medos, me bastam os meus.
preciso de sapatos novos para novas viagens. sapatos que o corpo sutil possa calçar e continuar na leveza branca que ele busca. o sorriso precisa passar a noite no cabide. não quero um sorriso enrugado, maltratado... quero tudo largo, despreocupado, impulsivo, apaixonado. porque só assim me vejo em mim. e só assim olho bem pra dentro.
e por que tudo isso? pra quê? pra instantes de felicidade.
pra ter pano pra manga.
pra poder escrever um livro.
desenhar uma figura.
fazer fotografia.
e depois esquecer de tudo. perder um dos pés do sapato. e ir descalça.
