Sábado, Agosto 25, 2007
e eu ainda acredito
e ainda me perco
me confundo
embaralho
faço estrago
grito
fujo
me escondo
abro o jogo
passo a vez
faço silêncio
amanheço
todo tempo
escorro
faço vento
escrevo
invento
rasgo a carta
guardo o selo
me desdobro
compro passagem
sempre em viagem
e o propósito
é nunca chegar
Sharon Eve
Terça-feira, Agosto 21, 2007
[yoga pela paz]
estou aqui no meio de toda essa energia multi-colorida. logo eu, que não queria vir sozinha. sozinha? mas tá todo mundo aqui!
a grama acaricia os meus pés. o sol abraça gostoso. o ventinho é um sopro fresco e leve que toca meu rosto. Incenso queimando pra virar cinza, pra virar cheiro, pra trazer paz. o céu mostrando seu sorriso largo. e o outro céu incendiando o coração.
e foi pra ele que eu comecei a escrever essas palavras. com a caneta de ponta fina num papel pautado. ele me faz uma pessoa melhor. uma pessoa melhor pra mim. e assim o mundo todo sorri, porque consegue ver além, mais uma flor no jardim.
pra cada bolha de sabão que a menina piquerrucha soprava por trás de mim, um sonho a mais que se torna realidade. para cada bolha, mais um segundo de silêncio, mais um instante de paz.
estamos completamente sós. o tempo todo. tudo que temos é o aqui e agora. e a nossa intenção. e, ainda sós, podemos nos sentir plenos, cheios, preenchidos. basta desejar verdadeiramente com aquela inspiração loooonga e profundaaaa. um suspiro de amor que não começa e não termina.
eu sou.
somos todos.
somos a mudança que queremos pro mundo.
sabe-se o vento
que se sente
fácil
invisível
apalpável
fresco
leve
incontrolável
imprevisível
irresponsável
vem o vento
venta
venta pra longe
vem também
[patuqueiros]
estão os dois ao mesmo tempo, na mesma casa, disputando a minha atenção... até que coloco os dois juntos e sou colocada no banco de reservas :)
tem como ser mais feliz?
[pertinho]
ah, vai! me diz que tecnologia não é o máximo?
Sharon Eve
Sexta-feira, Agosto 17, 2007
[...]
Sharon Eve
Quinta-feira, Agosto 16, 2007
e eu não quero nunca mais juntar que é pra não ter que separar.
(mentira)
Sharon Eve
eu quero, eu quero, eu quero!
tatuagem e filhos. e não necessariamente nessa ordem.
Sharon Eve
Quarta-feira, Agosto 15, 2007
[chuva de verão]
e eu fiquei até o finzinho. até vê-la passar pela porta. e quando chegou a minha vez de passar, notei as pétalas no emaranhado do cabelo, nos fios da roupa de lã... guardei em mim o olhar e o sorriso, e o som do meu próprio soluço abafado pelo abraço que tudo acolhe.
voltei pra casa daquele jeito que ela te deixa, sem jeito de ser o que não se é.
só amor, só amor.
[changing rooms]
sereia sem cauda, aquário sem peixe, cabeça de vento.
tudo isso junto, ali dentro.
toda essa água ainda é pouca, tamanha a minha sede.
[parou]
porque quando passo mais de um bocado de tempo sem esse cabeção, começa a faltar ar, a música pára de tocar, e eu já não me lembro se é meia ou se é tricô...
[bluebell]
e aí a gente tropeça na melodia, se enxerga na letra e nem percebe que está cantando a canção bem baixinha o tempo todo...
Dull Routine
Bel Garcia
Muitas nuvens
Ela veste cinza
Unhas descascadas
E cabelos presos
Leva um livro pra não ter que falar com ninguém
Escreve versos enquanto espera o trem
Trem vazio
No vagão só ela
Assovia baixo
E senta na janela
Bate os pés num rítimo não muito rápido
Acho que é samba
Pode ser jazz também...
dá pra baixar tudo no site dela:
www.bluebell.mus.br
e dull routine tem
aqui
[o rio de janeiro continua lindo]
já não sei mais precisar quantas foram as idas e vindas pela dutra. o rio faz tanta parte de mim quanto eu mesma. me sinto em casa. não sei se é o cristo me olhando lá de cima, o tempo todo... aonde quer que eu vá. não sei se é o sol que me abraça pra espantar o frio. não sei se é a hipnose que o mar me traz. ou ainda se são as vidas de lá que pulsam na vibração do meu coração... sei que é bem difícil voltar.
como ele me disse uma vez: impossível ficar triste estando tão perto do mar. é bem isso que eu sinto. e vai ver que a tristeza de voltar é aquela rodoviária estar tão ali pra dentro.
[dia dos pais]
merecia um capítulo todo. ou um livro inteiro. digitado em máquina de escrever, daquelas que engancham uma letra na outra. mas faz tanto tempo, tem tanto peso... que vou me limitar a dizer que não paro de pensar em ser pai :)
Sharon Eve
Domingo, Agosto 05, 2007
[darshan]
*suspiro*
com barulho de silêncio
pra ouvir a paz no meu peito
que foi plantada naquele abraço
que eu nunca mais vou me esquecer
pra saber mais sobre o abraço...
Sharon Eve