Sexta-feira, Abril 27, 2007
[perdão você]
the answering machine is still working, while life creates new memories in my personal archive.
às vezes é difícil compreender esse lance eu e você. talvez porque na verdade você seja... talvez você seja... talvez você seja a compreensão do vazio que é um espelho. e ali dentro você vê o mundo! todas as cores que quer na fotografia, todos os sons que tem na sua melodia, pega tudo e faz poesia em guardanapo de bar.
peço desculpas se tudo isso é assim muito demais ou se só isso aqui é assim tudo muito menos do que era pra ser e essa pequenice toda faz não caber naquele potinho azul ao lado dos livros já velhos e visitados por olhos curiosos e traças famintas que tantas noites eu quis ler pra você.
é, meu amigo, pedido de desculpas é uma mera formalidade dos bons costumes, porque o certo mesmo é não ter que pedir. ou sentir como se tivesse que pedir. ou, enfim, pôr o verbo todo pra fora porque naquele espelho vazio existia sim algo que não vi.
mas esse é meu jeito e por isso me desculpo. se houver algo que eu possa desfazer...
... control z!
[festa da melhor idade]
talvez eu (e todos vocês que me inspiram a dizer o que estou prestes a dizer) seja um pouco nova demais pra carregar todas essas saudades. todos os dias digo pra alguéns que sinto saudades. muitas vezes recebo de volta e tantas outras chegam saudades com ventos de lugares que nem me lembrava mais.
então minha vontade era logo juntar todas essas saudades pra uma chacina.
o convite diria:
traga um kilo de saudade e troque por um minuto de abraço.
você vem?
[tic tac]
tanto faz o tempo.
tá um frio...
mas é que mesmo quando tenho tempo acaba me faltando tempo pra pensar no que eu faria se tivesse mais tempo.
nossa, já faz muito tempo...
na verdade, pra quem levou milhões de anos pra chegar até aqui, esse tempo parece poeira cósmica.
mas ainda assim, faz tanto tempo...
mas já tenho ano novo marcado: madrugada de 29 para 30 de abril.
É, assim, decidi. Ano novo pra mim.
2007 versão beta, com mais tempo e mais saber-o-que-fazer-com-tempo.
Sharon Eve
Quinta-feira, Abril 19, 2007
[faz-de-conta]
Sharon Eve
Quarta-feira, Abril 18, 2007
[mkt]
Sharon Eve
Segunda-feira, Abril 16, 2007
[correnteza]
Sharon Eve
Sexta-feira, Abril 13, 2007
[sexta-feira 13]
Sharon Eve
Quinta-feira, Abril 12, 2007
[presente]
Sharon Eve
Segunda-feira, Abril 09, 2007
A verdade é que não me canso... sei que palavras nunca bastam, mas sigo tentando, riscando desenhos e letras pra ver se chego lá.
Sharon Eve
Sexta-feira, Abril 06, 2007
[das inexplicáveis sensações]
entre tantas tantas outras coisas, tem um gesto em especial que faz todo o resto ser real.
é o jeito que ele tem de acariciar o meu cabelo.
com toda gentileza emaranha seus dedos nos fios e delicadamente bagunça todos eles... e antes que eu tente pôr cada um em seu lugar, lá vem ele de novo, insistindo nesse carinho que faz derreter.
e então, num golpe incrivelmente doce, vira meu rosto de lado só pra fitar meus olhos.
e é assim que o tempo pára com o som do nosso silêncio.
why most things fail?
- lack of knowledge
- lack of passion
- the little four letter word: fear
- lack of adaptability
- quitting too soon
- working hard, but not working smart
(just a self reminder)
(and there are things that must be written in english!)
[fitness]
A receita pro corpo perfeito é simples. E me pergunto como não pensei nisso antes! Filosofia de vida e receitas de saúde trocadas com amigo em madrugadas longas.
1) Olhe-se no espelho e repita 10 vezes em voz alta:
"quero ficar incrivelmente gostosa"
faça três séries
2) Quando ainda estiver na metade do exercício e achar que não vai consguir terminar... pense em sexo! Naquele sexo mais imundo e molhado, que escorre pela beirada da cama... e vá até o fim.
[weekend]
"se este decifrar é lento,
posso gastar uma vida toda nisso"
Marilá Dardot
e ainda me pergunto como pode ter gente que não acredita em mágica.
vou de margem a margem; rio.
me desmancho fácil; arrepio.
hoje é sexta-feira treze e eu me sinto com sorte.
e sem pressa.
será?
o dia acordou brilhando
céu azul de outono
equilibrando sonhos entre as nuvens
só pra te ver suspirar
e lá vai ele
com aquela vida simples
espremida entre os pequenos olhos
que desaguam em sorrisos
- tá vindo pra cá
e de presente em presente
tem um que eu queria mesmo te dar
era plantar um jardim todo
cheio de cores e cheiros
pra gente ver a vida passar
ai ai ai.
se coubesse em palavras!
e tem cabimento, ser assim grande? - parece vento.
tira tudo do lugar.
e dá um sorriso contente de quem não desiste de esperar.
e só assim permite o risco se apagar.
e fica a folha branca, areia depois que passa o mar.
é aqui que fico, meu bem.
perdida em pensamento, insensatez.
e se o tempo deixar, tempestade.
e tudo bem.
Pra começar, lá tinha aquele cara que se parecia absurdamente com ele... o olhar, o jeito de falar, o sotaque, a cor da pele... como era parecido! O jeito como reparou no meu cabelo, como pegou na minha mão pra atravessar a rua.
E como era parecido comigo... no gosto pelos prazeres, no formato dos olhos, na facilidade em sorrir... como era parecido comigo. Porque sentamos juntos na varanda pra ver o sol morrer de frente pro mar e ali não precisávamos de mais nada. Porque sentimos o mesmo arrepio ao tocar a lagoa pela primeira vez. Porque passamos sábado à noite degustando comidinhas indianas apimentadas feitas por ele, e guardadas em potes plásticos de sorvete que já não está mais lá.
E trocamos receitas e impressões, carinhos e palavras.
E como tudo parecia ser como antes!
O brilho nos olhos.
A visita que apaga o espaço vazio.
Ainda tem piscina.
Ainda tem sofá.
Ainda tem carrinho.
Ainda tem o copo que eu bebia suco de maracujá.
Ainda tem a vontade de fazer ser eterno.
E o choro com soluço que começou sobre seu ombro.
E continuou no táxi.
E continuou no avião.
E não seca, mas como flor que chora, murchou pra dentro.
Porque com ele é assim... toda a intensidade das maravilhas do mundo contidas naquelas poucas horas em que compartilhamos as mesmas sensações. E sentimos o mesmo amor que no fundo é um só.
E agora, de volta, são as fotos. Algumas lembranças. E a vida como ela é.
[das inegáveis coincidências]
acho que não podemos dizer que DNA seja uma coincidência, não é mesmo?
mas entrar na cozinha daquela casa estranhamente nova e antiga, recheada de referências da minha infância e dar de cara com este azulejo nas paredes... juro! fez meu coração parar por um instante! Não deu pra não chorar. Era um pedaço de Itamambuca perdido agora perto de outro mar.

Sharon Eve
Terça-feira, Abril 03, 2007
atualização relâmpago feita do aeroporto de natal:
por aqui, tudo à flor da pele.
